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Falta dinheiro ou gestão para a saúde pública em São Paulo?

Publicado em: 28/07/2020

Autor: Antonio Tuccílio, presidente da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP)

 

Já não é de hoje o descaso do governo de São Paulo com a saúde pública, que afeta a população mais necessitada e a grande maioria dos profissionais de saúde, que está nessa linha de frente no combate ao coronavírus. O que era ruim piorou, e a pandemia serviu para reforçar que há muito trabalho a ser feito.

Os servidores também padecem com as falhas na administração da saúde pública. A assistência para categoria sofre há anos com a gestão ineficiente do Hospital do Servidor Público. As reclamações são muitas, tanto de quem precisa de atendimento médico, quanto dos servidores que tentar prestar um serviço digno em meio a tantas dificuldades.

 

Há décadas a Confederação Nacional dos Servidores Públicos participa das audiências do Orçamento do Estado e pleiteia que governo contribua com 2% de seu orçamento, assim como já fazem os servidores, que tem o desconto na mesma porcentagem previsto sobre o total dos seus salários. O esforço por parte do estado é fundamental para que o Hospital do Servidor consiga dar suporte aos seus funcionários e ainda prestar um melhor atendimento, principalmente para as camadas mais necessitadas.

 

A situação preocupante, pois alguns trabalhadores do hospital paralisaram suas atividades e protestaram por melhores condições de trabalho e pagamento de bônus. O benefício que é previsto em lei não está chegando para os profissionais, justamente no momento que eles mais precisam. O governo estadual poderia alegar falta de recursos, mas as ações adotadas por João Doria durante a pandemia mostram que o problema não é dinheiro.

 

Somente para a construção de dois hospitais de campanha na capital paulista, o total de recursos destinados chegou à R$ 50 milhões. Uma das instalações provisórias, feitas no estádio do Pacaembu, custou R$ 23 milhões e foi encerrada antes de completar três meses operando. E se parte dessa quantia fosse destinada para pagar os benefícios de profissionais de saúde do Hospital do Servidor e de tantos outros, que certamente tem trabalhado como nunca para auxiliar pacientes contra o vírus e outras enfermidades?

 

É um engano pensar que a saúde pública é gratuita, afinal é com o dinheiro dos nossos impostos que o governo tenta administrar o orçamento milionário. Já foram R$ 369 milhões aplicados no combate à pandemia, além de outros R$ 816 milhões arrecadados por meio de doações, passando a certeza de que enquanto sobra dinheiro, falta competência para administrá-lo.