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A posse da nova diretoria da CNSP

Publicado em: 06/04/2018

Em 24 de março de 2018 foi realizada a Posse da nova diretoria da Confederação Nacional dos Servidores Públicos (CNSP), no Clube Português em São Paulo, SP. A cerimônia contou com a presença do presidente da entidade, Antonio Tuccílio, de boa parte dos diretores empossados, de líderes de afiliadas e também do deputado federal Arnaldo Faria de Sá, parceiro da CNSP e homenageado da noite.

A posse da nova diretoria da CNSP

Em seu discurso, Antonio Tuccílio teve a oportunidade de tratar de temas polêmicos, como a atuação do Supremo Tribunal Federal em relação à demora com que julga os réus acusados de crimes de corrupção. Tuccilio lembrou que o número de condenados é muito pequeno e que ao longo da história, os ministros fecharam os olhos para injustiças cometidas contra o povo brasileiro, incluindo a redução de salários durante o governo Lula. “A CNSP levou essa questão ao Tribunal de Justiça e ganhamos de 15 a 0. Quando chegou ao STF, o presidente da época, Nelson Jobim, nada fez. A Constituição Federal, esta que determina a irredutibilidade salarial, foi rasgada pelo STF”.

 

Tuccílio também criticou o foro por prerrogativa de função - mais conhecido como foro privilegiado e que hoje protege mais de 55 mil -, a falta de gestão orçamentária no Legislativo, a mal planejada Intervenção Federal no estado do Rio de Janeiro e as indicações políticas para cargos de chefia nas estatais, que são grande fonte de corrupção, vide os exemplos dos Correios, da Caixa Econômica Federal e da Petrobrás.

 

Apesar do cenário pessimista, o presidente disse que precisamos ter esperança e que as eleições de 2018 serão uma oportunidade para melhorar o país. “As mudanças não virão da noite para o dia, mas escolher novos e melhores representantes é um passo importante.”

 

Defensor do serviço público

 

Durante a Posse da nova diretoria, a CNSP homenageou Arnaldo Faria de Sá por todo trabalho realizado em apoio ao serviço público. O deputado federal foi um dos que lutaram contra a reforma da Previdência Social proposta pelo governo do presidente Michel Temer. Ao longo do último ano, Arnaldo reuniu diversas entidades, dentre elas a CNSP, para pensar em estratégias que visavam impedir que a PEC 287 fosse aprovada.

 

Ele também foi fundamental na luta pelo pagamento dos precatórios alimentares. Junto ao diretor jurídico da CNSP, Julio Bonafonte, Arnaldo derrotou projeto de autoria do senador José Serra (PSDB/SP), que se tivesse sido aprovado estenderia o prazo de pagamento até 2030, um total de 10 anos a mais do que foi definido pelo Congresso Nacional.

 

Arnaldo é um dos poucos nomes do Legislativo que têm se mantido fiel ao povo. Ele votou a favor da admissibilidade das denúncias contra o presidente Michel Temer e contra a reforma trabalhista, indo contra as orientações do presidente do PTB, Roberto Jefferson. “O partido havia fechado questão a favor da reforma da Previdência e me proibiu de votar contra a PEC. Perderam tempo! Eu deixei a legenda, pois meu partido são vocês, não eles”, disse para a plateia.

 

Arnaldo ainda elogiou a atuação da CNSP, fez críticas ao governo de Michel Temer e disse que os governos passam, mas os servidores permanecem. Ao final, recebeu uma placa de homenagem entregue pelo presidente da CNSP.