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Secretária da Educação suspende servidor que denunciou corrupção

Publicado em: 22/11/2016

Fonte: Do G1 PR, com informações da RPC

 

Jayme Suniê Neto foi chefe do departamento de obras da pasta.

Foi ele quem denunciou o caso que originou a Operação Quadro Negro.

 

O ex-diretor de obras da Secretaria da Educação do Paraná Jayme Suniê Neto foi suspenso das funções por 30 dias. A ordem foi emitida pela secretária Ana Seres Trento Comin. Jayme Suniê foi o responsável pelas denúncias que originaram a Operação Quadro Negro, que investiga um desvio de R$ 32 milhões que deveriam ter sido usados para a construção e reforma de escolas.

 

A denúncia de Jayme Suniê surgiu a partir de informações que ele recebeu de subordinados levou a Polícia Civil a desvendar a fraude, que beneficiou a Construtora Valor. Ao todo, 15 pessoas foram denunciadas à Justiça por envolvimento no caso.

 

 O esquema consistia na fraude de relatórios sobre o andamento de obras que haviam sido contratadas junto à Construtora Valor. Segundo as investigações, engenheiros da Secretaria da Educação escreviam nos relatórios que as obras estavam com o andamento em dia, quando na verdade mal haviam saído do papel. No entanto, os documentos liberavam o estado a realizar os pagamentos à empresa.

 

Um procedimento administrativo disciplinar também foi realizado pela própria Secretaria da Educação para apurar o caso. Nele, a conclusão foi de que o Jayme Suniê não tinha envolvimento na fraude e que deveria ser absolvido. Procurado, o diretor disse que esse parecer  garantiu que ele pudesse se aposentar neste ano.

 

Mesmo com esse documento, a secretária Ana Seres concluiu pela suspensão. Ela avaliou que o diretor não precisava esperar para ser informado da irregularidade, para fazer a denúncia. Para ela, uma das atribuições do cargo de Jayme Suniê era justamente a fiscalização dos subordinados. A secretária acredita que ele é culpado por não ter sido vigilante nesse caso.

 

Suniê disse que considera a punição que recebeu injusta e que vai recorrer. Ele também afirmou que não entende a punição, em virtude do relatório que o inocentava. Segundo o diretor, esse documento permitiu a aposentadoria dele em outubro.

 

Procurada, a Secretaria da Educação informou que não vai comentar o caso do afastamento de Jayme Suniê. Segundo a pasta, a decisão foi tomada agora, depois da aposentadoria dele, porque o processo administrativo corria desde maio de 2015.

 

Sobre a Operação Quadro Negro, a Secretaria da Educação voltou a afirmar que está concluindo uma auditoria interna que apura as irregularidades e que está colaborando com as demais investigações sobre o caso.

 

O advogado da Construtora Valor não foi encontrado para comentar o caso.

 

Fonte: Do G1 PR, com informações da RPC